Para que a leitura não seja uma tortura
Escrito porAna Gómez- 24/11/2016
Traduzido porRoney Madureira

Quando digo que estudei Literatura, costumo ter que responder a uma série de perguntas: Com o que você vai trabalhar? Para que serve isso que você estudou? E a principal, não é chato ler?

Para mim, chato são as longas viagens de ônibus em estradas cheias de curvas. Chato é ficar na fila de um banco ou de um supermercado. Mas por que ler seria parecido com essas coisas?  

Para a grande maioria das pessoas, a primeira aproximação a um livro é na aula de português, que geralmente não é uma aula muito divertida. Pouco a pouco os livros vão se tornando sinônimo de tarefa e passam a fazer parte de uma atividade inimiga de quase todas as crianças. Ler apenas para cumprir um dever faz a leitura ficar chata. No entanto, o trauma da tarefa não tem que seguir para toda vida, é por isto que neste artigo quero lhe mostrar alguns pontos que podem motivá-lo a ler.

Em primeiro lugar, nem todos os textos se parecem com os você teve que ler na escola. Há uma grande variedade de gêneros e temas e com certeza existe mais de um livro que se encaixe nos seus gostos. É apenas uma questão de perguntar ao seu professor, ao bibliotecário ou fazer uma pesquisa na internet. Por exemplo, se você gosta de assistir séries de TV como NCIS, a adaptação de Sherlock Holmes da BBC, Castle ou CSI, as chances de você gostar do gênero policial onde estão livros como O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde do escritor Robert Louise Stevenson, os livros de Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle, ou contos como Os assassinatos da rua Morgue de Edgar Allan Poe.

Você não tem que ler algo por obrigação, e sim coisas que são do seu interesse, seja por grupo de assunto ou por gênero. Nesta ponto, tenha a liberdade de ler coisas que não são exclusivamente literatura. Por exemplo, se você se interessa pela psicologia, está convidado a fazer um passeio até a biblioteca mais próxima e buscar um livro sobre este assunto.


A parte romântica do assunto:

Algumas vezes lemos para nos encontrarmos nas palavras de outro, e podemos perceber que o autor foi capaz de expressar o que você está sentindo ou a situação que você está vivendo muito melhor do que você poderia. Isto significa que, de uma forma você está envolvido em um diálogo e ao termina-lo já não é a mesma pessoa.

Ler também é uma fuga do aqui e do agora. Abra a primeira página de um livro e você estará em frente a um mundo diferente do seu. Este efeito é semelhante ao que acontece no cinema ou na televisão, mas com a leitura é mais emocional e pessoal. Você se relaciona com a narrativa tão de perto que quem recria as cenas e os personagens é você mesmo usando sua imaginação. Há momentos em que você mergulha nesse mundo e simplesmente esquece onde está. A cadeira, a cama, o canto ou qualquer outro lugar em que você estiver lendo (qualquer lugar é válido, até mesmo no banheiro) acaba desaparecendo e você perde noção de tudo ao seu redor.


Comece, mesmo que seja com algo pequeno:

A leitura é algo que também é desenvolvido pelo hábito. Dizem que a prática leva à perfeição, e neste caso a leitura também é um exercício que ajuda a desenvolver diferentes habilidades e pontos fortes. Conheço uma pessoa que me disse que não lê muito porque as vezes não entende e senti muito sono. Nesse caso, o ideal é começar a ler textos pequenas.

Não sei como é em outros lugares, mas na minha cidade (Bogotá, Colômbia) muitas pessoas dizem que não existem espaços destinados a promover ou incentivar atividades como a leitura. No entanto, existe uma ampla rede de bibliotecas que possui uma boa coleção, programação projetado para todos os gostos e idades, além de um pessoal treinado e disposto a ajudar quando é preciso. O problema é que as atividades não são muito divulgadas, assim que estes programas não são conhecidos e as bibliotecas inexplorados. Talvez em sua cidade tenha uma biblioteca que fica perto e que você nunca tenha visitado, tenho certeza que essa pode ser uma boa fonte de atividades para seu tempo livre.

Faça da leitura parte de sua vida e dê a ela um espaço, mesmo que seja pequena no início. Que tal se você se propõe a ler um livro neste mês?

Tenho 22 anos, me formei em literatura e tenho diversos interesses. Gosto de livros policiais, de Charles Dickens e vários outros temas históricos. Além disso, gosto de tudo o que está relacionado com tecnologia e com ficção científica. Se me perguntarem agora, acredito que ainda não sei o que quero ser quando crescer, rsrsrsr.