Cinco perguntas difíceis numa entrevista
Escrito porVanessa Barros- 09/07/2015
Traduzido porRoney Madureira
Quando participamos de um processo seletivo para uma vaga de trabalho, temos que fazer as vezes algumas provas técnicas, sociológicas e cognitivas, assim também como a entrevista e em alguns casos ainda é necessário realizar provas físicas. Isso tudo é feito para averiguar se o candidato é uma pessoa idônea e a mais adequada para ocupar a vaga pleiteada.

Uma das etapas mais difíceis enfrentada num processo seletivo é a entrevista. Ainda me lembro muito bem da minha, estava tão nervosa que quase não podia caminhar, isso sem contar que o salto alto que eu usava no dia não me ajudava em nada. Com certeza, se alguém me pergunta hoje sobre essa entrevista, respondo que não me lembro nem das perguntas feitas e nem das respostas dadas.


Quando alguém é convocado para uma entrevista de trabalho, algumas vezes sente até mesmos falta de ar, isso porque a pessoa não sabe que tipo de pergunta terá que responder. Se sentir nervoso não é um problema, mas deixar ser dominado por esse nervosismo pode nos fazer ir muito mal na entrevista. O melhor é controlar a mente, manter a calma, controlar nossos sentimentos e nos preparar.

Normalmente as perguntas de uma entrevista são feitas basicamente para conhecer um pouco mais das pessoas que se candidatam a um determinado cargo. Com isso é possível identificar suas fortalezas e debilidades. Com certeza, serão feitas perguntas sobre a vida pessoal, passatempos ou hobbies, sonhos, formação, qualidades, defeitos etc. Algumas delas são bem claras e são fáceis de responder, mas poderão existir perguntas que nos deixam em dúvidas, assim como essas que vou apresentar abaixo:

Fale um pouco mais de você!


Muitas entrevistas começam com essa frase e é muito comum cometer o erro de fazer toda uma apresentação da vida acadêmica. Devemos pensar que o entrevistador faz perguntas para ter uma primeira aproximação de quem está sendo entrevistado. Ele quer conhecer as motivações, os passatempos, os anseios e as opiniões do interlocutor.

Desta forma, quando for necessário responder este tipo de pergunta, não faça uma recapitulação do seu currículo, afinal de contas, o entrevistador já o tem . Fale de você, conte uma ou outra anedota, porque você escolheu a sua profissão, o que lhe motiva etc. Conte coisas que o fazem se sentir cômodo e que lhe ajudam a se mostrar mais seguro.

Quais são seus defeitos?


Todas as pessoas têm defeitos e qualidades, inclusive que ainda nem foram descobertos, e também sabemos que em algumas coisas somos bons e em outras falhamos. Responda esta pergunta com honestidade, porque de um modo geral, quando o entrevistador faz uma pergunta deste tipo, ele quer saber o quanto você se conhece. Além disso, funciona como um bom filtro para saber quem é o melhor candidato à vaga.  

Outra boa maneira de responder essa pergunta, é mostrando como você pode aproveitar dos seus defeitos transformando-os em qualidades que podem lhe ajudar a alcançar os seus objetivos de vida.

Como você se vê daqui a 5 anos?


Para responder a esta pergunta adequadamente, é necessário ter muito claro quais são os objetivos e os sonhos que temos para nossa vida, ou seja, onde queremos chegar. Se você já possui um plano de vida, com certeza não será difícil responder a esta pergunta, mas se você não tem ideia nenhuma, é melhor pensar sobre o assunto. Seus sonhos, suas expectativas e tudo aquilo que você quer ter num futuro a longo prazo. É possível que você se veja ocupando um cargo alto em uma empresa, fazendo uma faculdade ou uma pós-graduação, e por que não, casado e com filhos.

Porque você gostaria de trabalhar com a gente? O que você sabe sobre a nossa empresa?


Esta é uma pergunta bastante complicada, porque de certa maneira estão nos pedindo para fazer um juízo de valor sobre a empresa sem termos tido ainda uma aproximação anterior com ela. Uma forma de se preparar para responder essa pergunta, é pesquisando sobre a empresa que você se candidatou.
 
Quase todas as grandes empresas possuem páginas na internet onde é possível encontrar seu principal ramo de atividade, sua missão e sua visão. Quando um entrevistador faz esta pergunta, ele quer perceber se você conhece alguma coisa em relação a empresa que você quer entrar, ou se pelo menos, teve algum interesse de verdade em pesquisar sobre.

Quanto você pretende ganhar?


Na minha opinião esta é a pergunta mais difícil de responder, pois devemos dar valor para os nossos conhecimentos e, como eles podem contribuir para uma determinada empresa.

Uma vez, uma amiga psicóloga que trabalhou na área de recursos humanos de uma empresa, me contou que esta pergunta era feita com o intuito de perceber a segurança do candidato sobre os conhecimentos e o valor que a empresa deve pagar por eles.

No momento de responder, é normal duvidar um pouco, porque se apontamos um valor muito alto, é muito provável que a empresa não nos aceite. Considero que para responder a esta pergunta, é necessário fazer um balanço entre suas experiências, conhecimentos e necessidades. Mas, o mais recomendável é que você diga um valor um pouco maior que o seu salário atual.  

Outra forma de responder esse tipo de pergunta, é sendo um pouco mais diplomático. Por exemplo, escolher um intervalo de valor: “Eu gostaria de ganhar entre dois ou três mil reais” Finalmente com qualquer uma das resposta que você der, ainda terá que esperar a resposta da empresa e escutar o que eles vão te oferecer. Ainda que exista perguntas difíceis de serem respondidas nas entrevistas, na verdade, o mais importante é demonstrar segurança desde o momento que você entrar no lugar onde será realizada a entrevista. Observe não apenas como você responde as perguntas, mas também como você se movimenta, como anda, como está vestido, como se expressa e assim por diante.  


... E para você?  Qual foi a pergunta mais difícil que lhe fizeram numa entrevista? Conte-nos através de um comentário aqui nesta página ou nos mande um e-mail para [email protected]

Ficaremos muito felizes em conhecer mais de você.


Sou comunicadora social e jornalista e na fundação GCFA prende libre sou responsável pelo desenvolvimento e criação de cursos que ajudam a melhorar as habilidades tecnológicas e a vida cotidiana das pessoas. Sou apaixonada e muito sensível à arte de modo geral, especialmente pela fotografia e aproveito muito a exploração de novos sons e novas culturas pois isso representa a identidade de cada país.